sábado, 16 de agosto de 2014

Puma vítima de atropelamento é resgatado em Cambará do Sul

Equipes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade e do 2° Pelotão de Polícia Ambiental de Canela trabalharam para salvar o felino

O salvamento de um puma mobilizou equipes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) do Parque Nacional Aparados da Serra e do 2° Pelotão de Polícia Ambiental de Canela (Patram) na noite desta quarta-feira, em Cambará do Sul. 
O animal foi avistado por um analista do ICMBio caminhando no quilômetro 142 da rodovia ERS-020. Bastante debilitado, o felino acabou deitando na beira da estrada. Os técnicos acionaram a Brigada Militar e uma grande missão para salvar o bicho teve início. Policiais militares de folga e veterinários fizeram um mutirão para resgatar e prestar os primeiros socorros ao animal. O puma foi recolhido e encaminhado ao Hospital Veterinário do Gramadozoo, em Gramado.
Com diversas lesões pelo corpo e fratura exposta na pata posterior esquerda, o felino foi submetido a uma cirurgia na manhã desta quinta-feira. Apesar do temor de que o membro precisasse ser amputado, o procedimento foi realizado com sucesso. O animal permanece aos cuidados da equipe do Gramadozoo
O resgate inédito na região expõe um drama diário vivido pelos animais da fauna brasileira. Anualmente, 470 milhões de animais selvagens morrem vítimas de atropelamento.
O RESGATE
Com apoio de analistas ambientais e veterinários do ICMBio, dois soldados da Brigada Militar de Canela – um da Patram e outro da 2ª Cia Turística - foram até Cambará do Sul para ajudar no resgate e levar o animal ao parque zoológico. Com uma corda, a equipe conseguiu laçar o pescoço do felino, permitindo a aproximação do veterinário para aplicação do sedativo. O puma foi imobilizado e colocado na viatura da Patram, dando inicio a uma corrida contra o tempo, já que o animal estava debilitado e poderia vir a morrer em função do frio excessivo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Morte de Campos mexe com eleição no RS

Peemedebistas gaúchos afirmaram que não votarão em quem é contra agronegócio

Apesar da consternação pela morte de Eduardo Campos, o PMDB gaúcho começa a avaliar os desdobramentos da tragédia. Lideranças peemedebistas de diferentes esferas admitem que a situação é muito delicada, porque consideram que a substituição de Campos (independente de quem seja o substituto) terá consequências diretas sobre a aliança com o PSB no Estado. A principal delas: a dificuldade em manter, na prática, o apoio à chapa presidencial socialista, que já vinha sofrendo a concorrência aberta dos peemedebistas gaúchos partidários de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). O nome de Marina Silva, portanto, não é um consenso. 
Parte do partido, representada por lideranças como o senador Pedro Simon e o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, que coordena a campanha de José Ivo Sartori ao governo, aponta que a vice na chapa, Marina Silva, é o nome com melhores condições para a disputa. “Se o PSB tiver categoria e fizer um trabalho bem feito, a figura da Marina, aliada a toda a mística, vai resultar em uma campanha fantástica”, afirma Simon. 

Questionado sobre as resistências do PMDB gaúcho ao nome da ex-senadora, lembra que, em sua primeira eleição, o ex-presidente Lula era alvo de desconfiança de parte da sociedade e lançou uma “Carta ao povo brasileiro” que aliviou a tensão. “Não me passa pela cabeça que os produtores de fumo ou os pequenos produtores vão se deixar levar por pequenas divergências”, diz o senador Simon.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Indústria reclama de barreiras ambientais

Rio Grande do Sul possui 4º maior parque industrial do Brasil




As 57 mil indústrias existentes no território gaúcho contribuem com 26,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. O Rio Grande do Sul possui o 4º maior parque industrial do Brasil, o que representa 6,3% do cenário nacional. O setor gera 900 mil empregos diretos, sendo que a indústria de transformação é a que mais emprega. Ao menos 700 mil pessoas trabalham nas 36,6 mil empresas desse tipo. A indústria de transformação é a segunda que mais vende para o exterior em comparação com outros estados, respondendo por 10,4% do total da pauta de exportações. 

O segmento industrial mais concentrado no Estado é o calçadista. No contexto nacional, o setor coureiro-calçadista contribui com 34,1% do PIB. O Rio Grande do Sul concentra 3 mil das 8,1 mil fábricas existentes no Brasil. A atividade também gera 1/3 dos empregos do setor, o que corresponde a 111 mil de um universo de 330 mil trabalhadores. O principal problema que abala as empresas deste segmento é a destinação dos resíduos da produção. “Conseguir uma licença ambiental é um processo extremamente desgastante. Muitos empreendimentos que dariam uma contribuição grande para a economia e a sociedade acabam obstruídos”, afirma Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados-RS).

A impossibilidade de aproveitamento total da matéria-prima força as empresas gaúchas a transportarem as sobras para São Paulo. Lá, as autoridades ambientais permitem a instalação de unidades de geração de energia a partir de resíduos industriais. “No RS isso não é permitido, o que obriga as empresas a esse custo adicional.” Ele classifica como asfixiantes os regulamentos impostos pela legislação ambiental gaúcha.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Furo em tanque esterilizador explica bactéria em Toddynho, relata fabricante à Anvisa

Órgão federal convocou a fabricante PepsiCo para reunião em Brasília, na manhã desta quarta



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu nesta terça-feira um comunicado esclarecendo ter convocado a fabricante PepsiCo, responsável pelo achocolatado Toddynho, para uma reunião em Brasília, às 9h desta quarta-feira. O órgão federal sustenta ter sido informado, por telefone, de que houve um ‘furo’ no tanque esterilizador durante a produção de um lote do produto, em 3 de junho, e que apesar de ter enviado para descarte a produção da véspera, do dia do acidente e da data seguinte, um dos lotes seguiu, por engano, para o mercado consumidor do Rio Grande do Sul. A empresaadmitiu que esse lote continha a bactéria Bacillus Cereus, que provoca intoxicação alimentar.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Até quando estradas tão ruins?


Estradas ruins multiplicam gastos com transporte rodoviário

RS tem 8 mil quilômetros de rodovias, mas apenas 4,7 mil são pavimentadas

O transporte rodoviário é o principal modal da matriz logística do Rio Grande do Sul. Corresponde a 85,3% da movimentação no Estado, índice superior à média nacional, que depende 68,9% das rodovias. Dos 8 mil quilômetros de rodovias estaduais, apenas 4,7 mil são pavimentados e somente 126 duplicados, segundo dados do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). No momento, 1,1 mil quilômetros estão em obras — para pavimentação ou duplicação. Nas rodovias federais, a situação é semelhante. Dos 5,3 mil quilômetros, 307 estão duplicados e 345, em obras.

Além de colocarem em risco a vida dos motoristas, estradas sem pavimentação ou não duplicadas provocam gastos com pneu, combustível e peças. Em média, o custo repassado aos produtos transportados representa 30% do valor da mercadoria. “A solução para isso seria investimento maciço em infraestrutura. Pode até ter pedágio, desde que tenhamos estradas em condições para transitar”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (Setcergs), Sérgio Neto. Ele aponta que em países que investem em infraestrutura, como a China, apresentam um Produto Interno Bruto (PIB) superior ao brasileiro. No RS, o custo com transporte de cargas representa 17,3% do PIB, índice semelhante ao brasileiro. Nos Estados Unidos, encontra-se em 8% e, na Ásia, em 9,5%.

As dificuldades não se restringem às condições de infraestrutura. Para quem vai começar um negócio, os principais problemas são a burocracia e a tributação. Após a formalização no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a questão tributária toma tempo. “Depois da burocracia para abrir a empresa, o empreendedor tem que fazer um estudo para saber como tornar o negócio viável”, afirma Neto.

O roubo de cargas também provoca prejuízos. Em média, as empresas de transporte gastam 12% do seu faturamento investindo em equipamento de segurança. “Isso tem forte impacto no custo logístico”, diz Neto. No Brasil, cerca de R$ 1 bilhão é roubado ao ano em mercadorias e caminhões não recuperados. No RS, são mais de R$ 100 milhões em perdas, com cerca de 300 ocorrências em 2012.

Outro ponto que impacta principalmente quem vai começar um negócio no setor logístico é a falta de motoristas qualificados para o transporte de cargas, problema que atinge também empresários já consolidados no ramo. Estima-se que, no Brasil faltem cerca de 120 mil profissionais e, no Rio Grande do Sul, em torno de 15 mil.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Excesso de burocracia paralisa construção civil gaúchapam

Sinduscon-RS avalia fatores que emperram aprovação de projetos em Porto Alegre



O setor da construção civil no Rio Grande do Sul atravessa um período de dificuldades devido à demora para aprovar novos projetos. Em Porto Alegre, por exemplo, há cerca de 3 mil imóveis no mercado à disposição de compradores. A média normal de número de imóveis à venda nesse período gira em torno de 5,5 mil. “Dois terços do ano se passaram e não houve um lançamento sequer”, afirma Ricardo Antunes Sessegolo, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RS). Segundo ele, o atraso incomum ocorre pela falta de informatização dos dados por parte da prefeitura. “Mas nunca foi fácil aprovar projetos, sempre houve demora”, disse.

Em Belo Horizonte e Curitiba, as prefeituras demoram 45 e 60 dias, para aprovar um projeto. As duas capitais são vistas como um modelo por empresários e empreendedores da construção civil gaúcha. “Lá, as coisas são muito mais ágeis e mais receptivas”, diz o dirigente. As informações sobre os terrenos, tanto em Belo Horizonte quanto em Curitiba, estão disponíveis on-line. “Em Porto Alegre, demora 90 dias para conseguir qualquer informação. O problema começa por aí.” Segundo o Sinduscon, o retardo também é fruto de uma modificação da estrutura administrativa da prefeitura da Capital, que criou em 2013 um escritório específico para aprovação de projetos imobiliários, o EdificaPOA. “A partir daí, houve grande transformação. As coisas só começaram a andar a partir do final de setembro de 2013”, analisa Sessegolo, referindo-se ao tempo de tramitação da documentação de novos projetos.

Além da burocracia, outro ponto que atrapalhou o setor da construção, conforme o presidente do Sinduscon, foi a aprovação da Lei Kiss, que elevou o rigor na prevenção contra incêndios em edificações no Estado. “No final do ano passado, quando foi aprovada essa lei, modificou tudo. Daí, a tramitação dos processos voltou a parar”, explicou. Em junho deste ano, o acúmulo de projetos já chegava a 700. O tempo médio entre a compra do terreno e aprovação do projeto para que a construção se inicie é, atualmente, de 1 ano e meio. A demora prejudica não apenas os grandes, médios e pequenos empresários do setor, como também pessoas físicas que querem construir sua casa própria.

Segundo Sessegolo, o poder público acusa os empresários da construção de comprarem terrenos para especulação. As áreas vazias ficam sujeitas à ocupação ilegal, que acaba causando mais transtornos. “Eles (poder público) não consideram que um projeto demora quase dois anos para ser aprovado. O licenciamento em Porto Alegre é extremamente complicado”, diz. No RS, o principal problema burocrático é o licenciamento ambiental, que precisa da aprovação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). “O processo de licenciamento ambiental já é lento, o normal é levar ao menos um ano. Mas está levando três anos. O mesmo problema que ocorre na prefeitura da Capital ocorre na Fepam. “Sessegolo, porém, é otimista quanto à atual situação. “Acreditamos que em seis meses conseguiremos mudar esse cenário”, conclui. 


sábado, 9 de agosto de 2014

Inter finaliza preparação para Gre-Nal com treino fechado

Foi com muito mistério que o Inter finalizou, na manhã deste sábado, a preparação para o Gre-Nal deste domingo, no estádio Beira-Rio. O técnico Abel Braga promoveu mais uma vez um treino fechado, deixando torcedores e imprensa do lado de fora. 

Apesar do Inter ter optado pela privacidade hoje, cerca de 250 torcedores foram até o Beira-Rio para apoiar e cantar pelo clube. Dentro do estádio, Abelão e seus comandados trabalharam e aumentaram ainda mais a expectativa sobre o time que deve atuar no clássico. 

A principal dúvida do Colorado é o aproveitamento de Aránguiz. O meia chileno foi preparado pelo departamento físico e pode estar em campo amanhã. O jogador, porém, não estará 100% e por isso Alan Patrick poderá seguir no time titular, com Wellington fazendo a dupla de marcação com Willians. Alex e D'Alessandro completam o setor. 

A equipe colorada que deve entrar em campo no Gre-Nal tem a seguinte escalação: Dida; Wellington Silva, Ernando, Juan e Fabrício; Willians, Wellington, Alex, D'Alessandro e Aránguiz (Alan Patrick); Rafael Moura.