terça-feira, 30 de setembro de 2014

Motorista é detido por dirigir embriagado pela quarta vez e dorme na delegacia


Delegada estipulou fiança de R$ 5 mil para que homem seja liberado

Depois de ser flagrado ao dirigir embriagado pela quarta vez, um motorista resolveu tirar um cochilo na delegacia de Passo Fundo, no norte do Estado, nesta segunda-feira.
O homem, de 54 anos, foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) pordirigir colidindo com a calçada e parando enquanto de deslocava do Centro do município à BR-285, rodovia que liga Passo Fundo a Carazinho.
A polícia constatou que o condutor apresentava sinais de embriaguez, mas ele se negou a realizar teste do bafômetro. Ele foi encaminhado a um hospital, onde um médico constatou a presença de álcool no sangue do motorista por meio de um exame clínico.
Depois, o homem foi levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) da cidade, onde foi autuado por dirigir embriagado. No local, ele ainda teria sido irônico com a delegada plantonista, que estipulou o pagamento de uma fiança de R$ 5 mil para que ele seja liberado.
Na delegacia, o condutor acabou dormindo no chão, o que chamou a atenção dos policiais. Esta é a quarta vez que o motorista é flagrado dirigindo após ter consumido bebida alcoólica, conforme a PRF.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Motorista flagrado quebrando vidro de carro se defende: "Perdi a cabeça"


O Diário Gaúcho localizou o motorista de ônibus filmado durante uma briga de trânsito nas ruas da Capital. O vídeo foi divulgado na quinta-feira. As imagens mostram o momento em que o funcionário da Carris, armado com um pedaço de ferro retirado do coletivo, destrói vidros de um Palio. Os dois condutores haviam se desentendido pouco antes.
Em seu relato, o funcionário público garante que só atacou o carro porque foi agredido. A redação localizou também o dono do Palio, que marcou entrevista para duas horas depois a fim de dar sua versão sobre o caso. Porém, não atendeu mais o celular (foram várias ligações) nem retornou as chamadas. Confira o que disse o motorista de ônibus.
Diário Gaúcho - Como estava sendo teu dia de trabalho naquela quinta-feira?

Motorista - Era meu último dia de serviço, já estava com férias agendadas. Estava bem tranquilo. Era começo da manhã, por volta das 9h, e era minha segunda volta. Não estava estressado nem cansado. 
Diário - Quando a discussão começou?
Motorista - Na saída do corredor de ônibus, no acesso ao terminal da Antônio de Carvalho. A Bento tem três pistas: na primeira, o motorista me deu acesso, mas estava congestionado. Quando o sinal abriu, o condutor do Palio estava na altura do eixo traseiro do ônibus. Ele estava distraído e abriu espaço. Ficou parado atrás, e eu consegui acessar. Quando ele viu que entrei, acelerou o carro e começou a pressionar, mas eu não tinha mais como voltar. A gente foi se ajeitando, e eu consegui acessar o terminal.
Diário - E o confronto se deu em que momento?
Motorista - Parei para o embarque de passageiros, ele passou por fora e parou na saída dos ônibus do terminal. Engrenou a ré e parou do lado do coletivo. Desceu do carro me ofendendo. Eu tentei me defender, expliquei, mas logo desceram três rapazes que estavam com ele no carro e os quatro vieram em direção ao ônibus. Eu desci e fui ao encontro dele. No que me aproximei, ele me deu um soco no rosto. E foi quando eu perdi a cabeça, perdi o controle. Não tenho nem como explicar. Só me dei conta do que estava acontecendo quando chegou a viatura da polícia.
Diário - Mas já desceu do ônibus com aquela barra de ferro na mão. De onde saiu aquilo?
Motorista - É uma haste de descanso, fica do lado do motorista para que o passageiro não fique em cima do condutor. Não sei como consegui arrancar aquilo. Achei que eles iam invadir o ônibus. Eles fizeram menção de entrar. Na hora, peguei aquilo por instinto de defesa. Minha intenção nunca foi usar contra o carro nem contra ele, mas depois que ele me agrediu, eu perdi a cabeça.
Diário - Que providências tomou?
Motorista - Fiz a ocorrência interna na empresa e fui a 15ª DP. Pedi encaminhamento para exame de corpo de delito. Vou entrar com ação judicial contra os quatro que estavam no carro.
Diário - Já tinha vivido alguma situação parecida antes em função do estresse do trânsito?
Motorista - Trabalho há 12 anos em coletivos, estou na Carris há quatro. Nunca me aconteceu algo parecido. Já houve situação de xingamentos, mas nunca alguém desceu do carro e me ameaçou. Nunca me senti coagido a ponto de ter medo de não conseguir me defender. Nunca me envolvi em  conflito algum no trânsito.
Diário - Alguém te procurou para falar da existência desse vídeo?

Motorista - A mim, nunca procuraram. A pessoa que estava filmando estava numa linha da Unibus, mas não sei qual era o itinerário. Mas meu advogado vai tentar identificar quem fez o vídeo e divulgou, descobrir se tem interesse por parte de alguém nessa divulgação, e vamos acionar judicialmente. Queria muito que tivessem feito o vídeo desde o começo.
Diário - Como ficou sabendo?
Motorista - Meu cunhado estava assistindo ao Jornal do Almoço, viu a reportagem e me ligou. Fiquei muito surpreso porque não comentei com ninguém da família o que aconteceu, porque eu não queria que tivesse acontecido, queria esquecer. Vou resolver por vias jurídicas.
Diário - Como tem sido a tua vida nesses dias depois da divulgação do vídeo?
Motorista - Estou tentando seguir minha vida normal. Estou de férias, com minha família, esposa, filho, pais. Mas estou sendo pré-julgado por apenas uma parte da história. As pessoas tem colocado coisas na internet me descrevendo como monstro, e isso tem me chateado. As pessoas não sabem o que aconteceu e estão me julgando. Nada justifica o que eu fiz, sei disso. Mas deveriam pensar antes de falar ou escrever acusações graves. Escrevem coisas como "imagina o que não faz em casa...". Estou casado há 12 anos e tenho um filho pré-adolescente. Tive educação do Interior, trabalhei na lavoura, aprendi muito a respeitar. Minha família nunca viu uma atitude assim minha. Quem me conhece, sabe que não sou assim. Meu filho tem 11 anos e tenta justificar para os coleguinhas na escola que perguntam: "teu pai é muito bravo?". Ele diz: "meu pai não é assim", mas é uma criança e não entende por que chamam o pai dele de monstro. E eu realmente sou uma pessoa calma. Mas perdi a cabeça.
Diário - Tu te arrependeu de ter reagido daquela maneira?
Motorista - Se eu pudesse voltar atrás, sei lá, talvez preferiria fechar a porta correndo risco de machucar alguém do que descer do ônibus. Tentaria me defender dentro do coletivo porque o final foi infeliz. Me arrependi porque os resultados dessa atitude foram prejudiciais a mim. Eu não queria ter me prejudicado dessa forma e ter passado a imagem de uma pessoa que não sou. Se ele não tivesse me agredido, eu não teria perdido a cabeça.

sábado, 27 de setembro de 2014

Caminhão é flagrado a 130 km/h na BR 386


Um caminhão foi flagrado na manhã deste sábado a 130 km/h na BR 386 em Soedade, no Alto da Serra do Botucaraí. O motorista foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por direção perigosa.  

O caminhão estava carregado com bebidas diversas. O caminhoneiro assinou Termo Circunstanciado e foi liberado, mas terá que pagar multa.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

No RS, pesquisa Ibope aponta: Dilma, 42%, Marina, 21%, e Aécio, 20%

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) aponta que Dilma Rousseff (PT) tem 42% das intenções de voto, Marina Silva (PSB), 21%, e Aécio Neves (PSDB), 20%, entre os eleitores do Rio Grande do Sul na corrida para a Presidência da República. Luciana Genro (PSOL) aparece com 1%.
A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.
Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado) apenas no estado do Rio Grande do Sul:
Dilma (PT) – 42%
Marina Silva (PSB) - 21%
Aécio Neves (PSDB) – 20%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Brancos e nulos - 6%
Não sabe ou não respondeu - 8%

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Na Capital, Aécio afirma que Dilma sabia de desvios na Petrobras


O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, disse - em coletiva concedida ao lado da candidata ao Palácio Piratini Ana Amélia Lemos (PP) em Porto Alegre - não acreditar que a presidente Dilma Rousseff (PT) não soubesse dos desvios que ocorriam na Petrobras. Ele afirmou que tanto a primeira delação premiada, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, quanto a do doleiro Alberto Youssef, assinada com o Ministério Público Federal, estão fazendo muita gente tremer. Aécieo chegou ao Rio Grande do Sul na manhã desta quinta-feira para atividades de campanha eleitoral.

O tucano ainda criticou Dilma, apontando que seu governo perdeu o controle sobre a inflação e que o País vai passar por uma forte resseção no próximo ano. Já a respeito do outro nome que está a sua frente nas pesquisas, Aécio afirmou que Marina Silva tem uma candidatura baseada no improviso, citando que ela agora “sorri para o agronegócio, mas há alguns anos queria inviabilizar o trabalho no campo com sua proposta de restringir os transgênicos”.

Apesar de estar em terceiro em todas as pesquisas de intenção de voto, Aécio não quis tratar de apoios para o segundo turno. Segundo ele, sua candidatura vai crescer nestes 9 dias que faltam para as eleições.

Questionado sobre qual sua posição sobre o fator previdenciário, foi evasivo, afirmando que o mecanismo é perverso para os aposentados, mas que se eleito criará outro sistema capaz de minimizar o rombo da Previdência. O tucano também foi perguntado se aumentará ou reduzirá os juros caso seja eleito, entretanto foi evasivo na pergunta, dizendo que só poderia responder esta questão após ser eleito presidente da República. Segundo ele, o mais importante neste momento é “resgatar a confiança que o país precisa para voltar a crescer”.

Aécio cumpre agenda nesta tarde em Santa Maria, onde realiza caminhada no calçadão até a Praça Saldanha Marinho, no Centro, e em Caxias do Sul, onde passa pela casa de Ana Amélia e segue em caminhada pela rua Júlio de Castilhos até a Praça São Pelegrino. Às 15h30min, parte para Blumenau (SC).

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Apreendidos R$ 160 mil em notas falsas em Porto Alegre


A Polícia Federal (PF) apreendeu na noite dessa terça-feira R$ 160 mil em notas falsas em um apartamento no Centro de Porto Alegre. Os agentes chegaram ao local para cumprir um mandado de prisão de um homem condenado por falsificação de moeda após ser investigado e indiciado nas Operações Merlot I e II (2011 e 2012), deflagrada pela PF em Caxias do Sul, na Serra. 

No apartamento havia sido montada uma oficina para produção de cédulas de real. Além do dinheiro falso, foram apreendidas telas de serigrafia, utilizadas para a impressão da marca-d´água nas notas, impressoras, notebooks e demais equipamentos utilizados na confecção do dinheiro. Chamou a atenção dos policiais a alta qualidade das cédulas falsas encontradas.

O homem também foi preso em flagrante e responderá novamente por crime de moeda falsa. Ele foi conduzido para a Polícia Federal em Caxias do Sul e posteriormente encaminhado à Penitenciária Industrial de Caxias do Sul.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Advogado Maurício Dal Agnol é preso por fraude em alvarás


O advogado Maurício Dal Agnol foi preso no início da noite desta segunda-feira em Passo Fundo. A prisão foi efetuada por policiais federais na Avenida Brasil, a principal da cidade, quando Dal Agnol deixava o luxuoso prédio que abriga seu escritório. No veículo Land Rover em que o advogada saía foram encontrados uma mochila com milhares de reais e um passaporte em nome dele, com visto válido para os Estados Unidos.

Dal Agnol se tornou milionário ao mover uma onda de processos contra a empresa de telefonia Brasil Telecom (BrT), em nome de antigos acionistas da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). Eles exigiam reajuste nos valores pagos pelas ações da empresa — comprada pela BrT e que deu origem à atual Oi.
O advogado é réu numa ação que o acusa de ter traído a confiança dos clientes e ficado com a maior parte de R$ 300 milhões obtidos de causas contra a BRT. Ele recebeu R$ 50 milhões de honorários para fazer um acordo com a BRT, mas teria recebido o dinheiro dos clientes e repassado, em média, apenas 20% do devido — ou, em alguns casos, nenhum valor.
Foram movidas dezenas de processos contra ele, por apropriação indébita e estelionato. Em fevereiro Dal Agnol teve decretada a prisão pela Justiça Federal, mas a decisão foi revogada em liminar pelo Tribunal de Justiça, com base num acordo — o advogado aceitou se apresentar duas vezes por semana na 3ª Vara Criminal de Passo Fundo, cidade onde reside.